
Luta
pela saúde da mulher

São Paulo, 28 de maio 2007
Aconteceu dia 28 de maio, Dia Internacional de Luta
pela Saúde da Mulher e Dia Nacional pela Redução da Morte Materna, o lançamento
da Campanha de Planejamento Familiar do governo federal. O evento, realizado em
São Paulo, contou com a presença do presidente Luís Inácio Lula da Silva, da
ministra Nilcéa Freire (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres) e do
ministro da saúde José Gomes Temporão, assim como de conselheiras do CNDM
(Conselho Nacional dos Direitos da Mulher).
Brasília, 29 de maio 2007
Foi instalada oficialmente a Subcomissão
Especial de Saúde da Mulher e do Planejamento Familiar. Coordenado pela
Deputada Cida Diogo com a mesa composta pela Ministra da Secretaria de
Políticas para Mulheres Nilcéia Freire, pelo Ministro da Saúde José Gomes
Temporão e outros Deputados de diversos partidos e também com a
representante da Sociedade Civil Télia Negrão, conhecedora das questões da
mulher, que falou com alma e sentimentos das diferenças existentes de
gênero como ninguém, a ponto de deixar todo plenário a se questionar;
a ponto de todos os presentes, em especial
os homens olharem uns para outros e dizerem: Quem somos nós, para ousarmos
decidirmos o que é melhor para as mulheres, depois de tudo o que ouvimos!
Fizeram-se presentes algumas senadoras e
senadores e inúmeras deputadas federais e estaduais dos mais diversos
partidos políticos, além da presença de vários segmentos da sociedade civil
organizada. Helena Ribeiro da Silva, presidenta do Seaac participou
representando o Conselho Nacional dos direitos da Mulher e a Secretaria da
Mulher da Feaac e Força Sindical.
Às 16h, como membro integrante do CNDM, Helena,
militante incansável nas questões de gênero, esteve presente em audiência no
gabinete do Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, junto com Márcia Campos,
Odisséia Carvalho, Jeanete Mazzieiro, Eline Jonas, Maria Elvira Salles
Ferreira e Albertina Costa, entregando a ele uma Carta Aberta expressando o
posicionamento das mulheres em defesa da revisão da Legislação punitiva da
interrupção da gravidez.
Carta Aberta
O Conselho Nacional dos Direitos das Mulheres, (CNDM),
reunido no dia 17 de maio de 2007, decidiu vir a público expressar seu
posicionamento político em defesa da revisão da legislação punitiva da
interrupção da gravidez, com a conseqüente e responsável legalização do aborto.
Os abortamentos inseguros e clandestinos estimados,
pela Organização Mundial de Saúde na ordem de um milhão por ano no Brasil, são
responsáveis pela terceira causa de mortalidade materna, e por seqüelas, muitas
vezes irreparáveis, atingindo especialmente mulheres pobres. Nos últimos cinco
anos, mais de um milhão e duzentas mil mulheres, foram atendidas na rede pública
em função de abortamentos inseguros.

A lei punitiva do aborto não tem evitado o
abortamento clandestino, pois não enfrenta suas causas e não respeita o direito
de decidir das mulheres de levar adiante ou não uma gravidez indesejada. A
legalização do aborto neste país permitirá, tal como vem acontecendo a nível
internacional nos países que a aprovaram, interromper a brutalidade das mortes e
da morbidade de inúmeras mulheres e assegurar o direito de decidir das mulheres.
Não intervirá nas escolhas individuais a respeito da liberdade de escolha
religiosa e, concorrerá, junto às políticas de planejamento familiar, para a
redução do número de abortamentos.
O CNDM vem demonstrar seu apoio às recentes
declarações do Presidente da República Luiz Ignácio Lula da Silva, do Ministro
da Saúde José Gomes Temporão e da Ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial
de Políticas para Mulheres, de reafirmação do caráter laico do Estado Brasileiro
e de reconhecimento de que os abortamentos inseguros e clandestinos são
responsáveis por graves problemas de saúde pública que afetam as mulheres
brasileiras.
O CNDM, em nome dos direitos das mulheres à
autonomia, dignidade e integridade física e psíquica e dos seus direitos sexuais
e reprodutivos, e em nome do caráter laico do Estado brasileiro, vem conclamar
os poderes Executivo e Legislativo para a intensificação das medidas que
propiciem o acesso generalizado aos métodos anticoncepcionais e ao planejamento
familiar, e, em especial, para a urgente revisão da legislação punitiva da
interrupção da gravidez.
Conselho Nacional dos Direitos da
Mulher Composição:
Representantes de Entidades da Sociedade Civil:
1. Articulação de Mulheres Brasileiras- AMB
2. Articulação Nacional de Mulheres Trabalhadoras
Rurais
3. Articulação de ONGs de Mulheres Negras
Brasileiras
4. Associação Brasileira das Mulheres de Carreira
Jurídica – ABMCJ
5. Central Única dos Trabalhadores – CUT
. Confederação Geral dos Trabalhadores – CGT
7. Confederação das Mulheres do Brasil – CBM
8. Confederação Nacional dos Trabalhadores em
Educação-CNTE
9. Confederação Nacional dosTrabalhadores na
Agricultura CONTAG
10. Conselho Nacional das Mulheres Indígenas –
CONAMI
11. Federação das Ass. de Mulheres de Negócios e
Profissionais –BPW/ Brasil
12. Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas
– FENATRAD
13. Força Sindical
14. Fórum de Mulheres do Mercosul
15. Liga Brasileira de Lésbicas
16. Marcha Mundial das Mulheres
17. Movimento Art. de Mulheres da Amazônia – MAMA
18. Ordem dos Advogados do Brasil – OAB
9. Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos
Sexuais e Direitos Reprodutivos
20. União Brasileira de Mulheres – UBM
Representantes Governamentais:
1. Ministério da Educação
2. Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão
. Ministério da Saúde
4. Ministério de Ciência e Tecnologia
. Ministério do Trabalho e Emprego
. Ministério da Justiça
7. Ministério do Desenvolvimento Agrário
. Ministério da Cultura
. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a
Fome
10.Ministério das Relações Exteriores
11.Secretaria Especial de Políticas para Mulheres
12.Secretaria Especial de Direitos Humanos
13.Secretaria Especial de Políticas de Promoção da
Igualdade Racial
Três mulheres com “Notório
conhecimento das questões de gênero”:
1. Rose Marie Muraro
2. Clara Charf
3. Albertina Costa
Fonte: Sítio do Feaac