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FECOMERCIO DISCUTE ALTERNATIVAS À
REFORMA SINDICAL

Helena e o sociólogo
José Pastore.... com Tenorinho...
com Amauri Mascaro, advogado

Helena com
Antonio
Marangon, presidente do Sescon
e Anderson
A presidenta
do Seaac, Helena e o Diretor Anderson, participaram de evento na Federação
do Comércio do Estado de São Paulo – Fecomércio, que discutiu alternativas à
reforma sindical proposta pelo governo. Estiveram presentes empresários,
trabalhadores e sindicalistas. O presidente da Fecomercio, Abram Szajman,
abriu o debate, dando o tom do evento: “Começa hoje aqui um vigoroso
movimento pela rejeição, na íntegra, da Proposta de Emenda Constitucional
369/05, para que em seu lugar se faça a verdadeira reforma sindical, com a
regulamentação do artigo 8º da Constituição”. Esse artigo trata dos
princípios sindicais e prevê a liberdade das entidades sindicais, sem
intervenção do Estado.
Vários
palestrantes fizeram o uso da palavra. O deputado Milton Monti, do PP, que
representou o Presidente da Câmara, Sr. Severino Calvacante foi categórico
em sua fala, deixando claro que a reforma sindical colocada em votação na
Câmara, do modo como foi apresentada, não terá aprovação do plenário. A
reforma aproveitou somente o que existe de pior no movimento sindical, não
levando em consideração as discussões regionais feitas pelas DRT´s. Luiz
Tenório de Lima, o Tenorinho, líder com mais de 60 anos de vida sindical,
entregou ao Deputado Milton Monti o projeto de reforma do Fórum Sindical do
Trabalho, para que possa servir de paralelo nas discussões na Câmara e no
Senado.
Já Roberto
Ferrraiolo, Diretor da Fiesp afirmou que este é um projeto que vem dar
superpoderes às centrais sindicais, o qual a CUT vem tentando implantar há
cerca de 20 anos, pois como têm força para negociar prefere que o negociado
prevaleça sobre o legislado, através do contrato coletivo de trabalho.
Entretanto, é um projeto mal intencionado, basta ver a possibilidade da
representação derivada, onde as centrais poderão criar sindicatos sem a
necessidade dos 20% de representação.
Contundente ao
expor seus argumentos o Prof. de Direito Amaury Mascaro Nascimento afirmou
que a proposta governamental é cheia de ciladas, que colocam o movimento
sindical diante de uma grande armadilha, cujas consequencias serão
desastrosas. O anteprojeto da reforma vem para destruir as categorias já
existentes; fala em acabar com os sindicatos fantasmas, dizendo que estes
são os defeitos que existem no movimento sindical, além de por em cheque o
Artigo 8º da Constituição, que nem ao menos foi regulamentado. É o pior
texto sindical já escrito em toda história do movimento.
É fato
incontestável que o Fórum Nacional do trabalho foi repudiado por quase todo
movimento sindical trabalhista e patronal, pois, suas conclusões foram de
uma potencialidade destrutiva contra o movimento. Sem contarmos ainda, que
esta reforma ainda contém uma aberração: basta que se de início as
negociações para que os sindicatos possam cobrar as contribuições, mesmo sem
acordo fechado; muitos sindicatos virarão indústria da arrecadação, pois,
não haverá necessidade de concluir uma negociação para fazer a cobrança.
Exemplo igual
ao que estão querendo nos impor, já foi vivido na Argentina, o que eles um
dia chamaram de liberdade sindical, hoje não passa de atrelamento ao
governo, onde os trabalhadores perderam seu poder de reivindicação e
negociação, sem perspectiva alguma de mobilização, fato que era comum como
instrumento de barganha, antes da reforma sindical naquele país. Na Itália
onde houve também a concentração de poder nas mãos das centrais, a
intromissão do governo em 1995 usou também deste expediente de reforma
sindical para acabar com os sindicatos. Hoje os trabalhadores daquele país
clamam por uma volta ao sindicalismo de base. A história também se repete na
Espanha. Ora, parece que afinal Getúlio Vargas foi mais democrático. Estamos
hoje diante de uma ditadura, não há a menor duvida, a reforma é uma
intervenção do governo, nua e crua.
A percepção de
que a organização sindical vigente precisa ser melhorada foi unânime no
evento. As entidades presentes no encontro acreditam, no entanto, que não é
preciso destruir o sistema atual. Basta aperfeiçoá-lo, criando regras mais
transparentes para questões sensíveis, como representatividade, proliferação
dos sindicatos e prestação de contas. Em síntese: os deveres das entidades
sindicais. O sistema atual, na verdade, nunca foi testado, porque o artigo
8º jamais chegou a ser regulamentado. Temos um sistema que possui menos de
20 anos e o governo já quer jogá-lo no lixo, sentenciou Manuel Henrique
Farias Ramos, vice-presidente da Fecomercio.
O evento foi
esclarecedor e produtivo.
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