
LUTA CONTRA O SESCOM - ATO
DE PROTESTO

O Seaac de
Americana e Região engajou-se na luta contra os maus patrões do Sescon, liderada
pela Feaac. A
batalha está deflagrada e utilizaremos de todos os meios legais para acabar de
uma vez por todas com todos os desmandos daquela entidade.
Para começar, mais de 150 trabalhadores de
Contabilidade, de oito regiões do Estado, organizados pela FEAAC e pelos SEAACs,
estiveram presentes a um ato de protesto contra os patrões do setor, em Campos
de Jordão, onde os empresários realizaram um Encontro para
comemorar os seus lucros no último dia 9 de agosto.
Sonoras vaias foram ouvidas
a cada vez que um empresário chegava ao local. Foram também ouvidas, em forte e
bom som, as reivindicações dos trabalhadores: vale refeição digno, respeito à
jornada de trabalho, o fim das contratações ilegais, o fim do assédio moral
dentro das empresas, reajuste salarial e melhores condições de trabalho dentro
das empresas, entre outras.
Para conhecimento de
todos, trascrevemos abaixo as palavras do presidente da Feeac a todos os
nossos
representados:
"Embora entendendo muito bem o direito de todos de
defenderem os seus representados – nós, aos trabalhadores e às trabalhadoras;
eles, aos patrões -, o que exige, mais que tudo, muita paciência, tolerância, é
chegada a hora de dizer BASTA, porque tudo tem limite.
Este é o caso do sindicato que representa as
Empresas de Contabilidade e Empresas de Assessoramento, o assim chamado - com
perdão da palavra -, SESCON.
Para nós, mas, também, para a imensa maioria dos
sindicalistas sensatos, o processo da negociação coletiva começa com uma
discussão do documento denominado pré-pauta, apresentado pela entidade
profissional, no qual estão, nos seus itens, as reivindicações das assembléias,
podendo avançar essa discussão para extensões do conteúdo das cláusulas, e,
principalmente, para uma avaliação do modo como determinada empresa costuma
descumprir e dificultar a vigência dos termos acordados.

Mas, infelizmente, não é o que pratica o SESCON,
que há muito vem brincando de fazer negociação, evitando os compromissos,
fugindo das audiências, desrespeitando, enfim, a lei e os trabalhadores.
A gestão dessa entidade, em vez de vir,
corajosamente, enfrentar o livre debate, ouvindo as críticas, as denúncias e
tomar conhecimento dos boletins de ocorrência, que mostram os absurdos
praticados por alguns empregadores, se esconde, covardemente, para fazer o jogo
dos vigaristas.
Mesmo a eminência parda sesconiana -
a confundir postura ética com postura corporal, como é comum aos que não
conseguem distinguir entre aparência e essência -, na sua inebriante jornada de
chacrete dos shows contra a carga tributária, despreza a mesa de negociação,
ignora os legítimos representantes dos empregados, e desaparece das
mesas-redondas.
Fazer o jogo das empresas, ao contrário do que faz
esse sindicato, é comparecer à audiência, ouvir as críticas, apurar as
ocorrências, e tomar
partido da lei, não de seus contumazes fraudadores, a
boicotar de todas as maneiras os acordos, para continuar massacrando os
trabalhadores, sempre cada vez mais ameaçados pela hedionda ameaça da dispensa
imotivada.
Na verdade, esse descaso com que o SESCON renuncia
a uma obrigação constitucional que todo sindicato tem de participar do processo
da negociação coletiva, é o modus operandi de alguns de seus dirigentes,
em defesa do que há de pior naquela categoria econômica.

Por isso, a partir de hoje, BASTA!
Por se recusar a atender aos rigores dispostos na
lei, haverão de merecer os rigores de um combate aberto!
Já estamos indo, agora, à luta contra os sacanas!"
Lourival Figueiredo Melo
Presidente
ago/06

Fotos: Carlos Melo