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SEAAC ACONTECE LANÇADA A I Conferência Nacional de Emprego e Trabalho Decente
Helena Ribeiro da Silva, presidenta do SEAAC, participou representando a CNTC, a FEAAC e o SEAAC de Americana, junto com Antonia Vicente Gomes e Daniela Sanches Carrara também do SEAAC AM, e Luciana Pratavieira, diretora de Assuntos da Mulher do SEAAC de Campinas, do lançamento da I Conferência Nacional de Emprego e Trabalho Decente realizado na abertura da II Conferência Mercosul de Emprego e Trabalho Decente, que contou com a presença do presidente da República. O evento foi organizado por uma Comissão Nacional, com composição tripartite, constituída pelo MTE.
O resultado esperado da Conferência é um Plano Nacional de Emprego e Trabalho Decente para o fortalecimento da capacidade do Estado brasileiro em avançar no enfrentamento dos principais problemas estruturais da sociedade e do mercado de trabalho na perspectiva de promover a geração de emprego e trabalho decente para combater a pobreza e as desigualdades sociais. A Conferência tem o objetivo de promover a discussão do tema emprego e trabalho decente, visando à formulação de proposta da política nacional de trabalho decente, bem como a atualização do respectivo plano e agenda de trabalho.
Durante a abertura o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um Decreto convocando a I Conferência Nacional de Emprego e Trabalho Decente. Visando a formulação de proposta da política nacional de trabalho decente, bem como a atualização do respectivo plano e agenda de trabalho. E, principalmente, firmando um compromisso do seu governo de fomentar o debate junto à sociedade sobre os temas de relevância econômica e social.
A II Conferência do Mercosul de Emprego e Trabalho Decente ocorreu nos dias 24 e 26 de novembro em Brasília. Teve como eixos temáticos:
1
- “Balanço e Perspectivas de
Implementação da Estratégia MERCOSUL de Crescimento do Emprego”;
2 - “Balanço e desafios da integração produtiva MERCOSUL”; 3 - “Assegurar a centralidade do emprego produtivo e do Trabalho Decente nas políticas públicas”.
Discursos durante o evento:
Nos discursos de abertura tivemos um representante do patronal que destacou a importância dos ajustes e das políticas necessários para o país manter-se firme frente à concorrência no mercado internacional. E a importância em pensar ações para dinamizar o comércio entre os países do MERCOSUL.
O representante do MERCOSUL, o Ministro do Trabalho e Justiça do Paraguai, Blas Llano, em seu discurso, dissonante em relação aos demais, deixou claro que o seu país necessita de auxílio dos países “em melhores condições”.
O presidente da CUT, Artur Henrique, representante das Centrais do MERCOSUL destacou a luta contra o trabalho escravo e o trabalho infantil, a redução da jornada de trabalho, o diálogo social que tenha a ver com o respeito à negociação coletiva, a ratificação das convenções da Organização Internacional do Trabalho - OIT e, principalmente, a geração de mais e melhores empregos - isto é, com qualificação maior e mais renda.
O Ministro Carlos Lupi, em seu discurso, comemorou o resultado de pesquisas recentes que revelam a atuação do atual governo em relação às condições de trabalho, os números se referiam aos trabalhadores resgatados do trabalho escravo e das empresas autuadas durante os últimos 8 anos. Destacou a importância do diálogo tripartite, a organização dos trabalhadores, e a importância da união entre os países do MERCOSUL, em que o tom é de parceria e respeito às diferenças. O presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, iniciou o discurso destacando que o trabalho digno “é a chave da coesão política e social de uma verdadeira democracia”.
E principalmente defendeu a participação de entidade que represente a classe trabalhadora no G20 - grupo das 20 maiores economias do mundo - como forma de fazer frente às demandas trabalhistas no cenário internacional. Já sinalizou tal necessidade à Dilma Rousseff, sua sucessora, explicando a esta da importância de um representante dos trabalhadores, pois era o único chefe de Estado a colocar as questões deste ponto de vista, como ele mesmo citou se sentia um presidente de sindicato.
O presidente comentou também sobre a importância da relação dos países membros do MERCOSUL (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) e destacou o apoio do governo federal a realização de conferências, tendo por foco os temas mais diversos. Ainda falou que o trabalho decente não é apenas gerador de riqueza, mas “importante fonte de direitos que provê as famílias, integra a juventude, amadurece talentos e cria valores compartilhados, sem os quais é impossível dar sentido e dignidade à própria convivência humana”.
Em seguida reforçou a importância deste tema na agenda de todos os governos - em especial em sociedades como as nossas, da América Latina - e das medidas que visam garantir postos de trabalho a amplos setores de sua população. Concomitante a possibilidade de exercer todos os seus direitos. Estou falando, enfim, de conduzir políticas públicas que gerem mais e melhores empregos. |
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Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio de Americana e Região Trabalhador Conscientizado, Sindicato Transformado! | ||