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Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio de Americana e Região

 
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MOVIMENTAÇÃO NAS LOTERIAS - ESTADO DE GREVE

 

 

Arquivo/TodoDia ImagemJornal TODO DIA online – Americana - 07 de junho de 2005

 

 Sindicatos ameaçam greve

 

Entidades e sindicatos que representam os trabalhadores em casas lotéricas, em Americana farão uma manifestação hoje, a partir das 9h, que vai percorrer as casas lotéricas da cidade. Os empregados vão iniciar “Estado de Greve” até que as reinvidicações dos trabalhadores sejam atendidas.

 

 

 Matéria publicada no Jornal da Tarde

Terça-feira, 7 de junho de 2005

 

Lotéricos ameaçam entrar em greve em Campinas
Funcionários de lotéricas foram às ruas de Campinas para fazer reivindicações e devem fazer o mesmo em outras cidades do Estado. Na Capital, falta definir a data para um futuro protesto

SILVANA GUAIUME

 

Representantes sindicais de trabalhadores de casas lotéricas iniciaram ontem em Campinas uma série de manifestações por melhores condições de trabalho. Segundo o presidente da Federação dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio do Estado de São Paulo (Feaac), Lourival Figueiredo Melo, a categoria se encontra em estado de greve, embora não esteja prevista paralisação. No ato em Campinas, manifestantes distribuíram carta aberta à população com as principais reivindicações do setor.

 

O protesto deverá se repetir nos próximos dias em Americana, Araraquara, Marília, Sorocaba, Santos e Santo André. Uma manifestação está sendo agendada para São Paulo, em data ainda não definida. De acordo com Melo, pelo menos 50 manifestantes participaram do ato no centro de Campinas, com carro de som e cartazes. O presidente da Feaac acrescentou que as reivindicações foram encaminhadas a deputados, vereadores e prefeitos.

 

Os manifestantes pedem que os pisos da categoria, de R$ 364,72 para lotéricas com até cinco funcionários e R$ 418,76, com seis empregados ou mais, sejam equiparados. Segundo Melo, os empresários deixam de contratar para não pagar maiores salários. O Sindicato das Lotéricas do Estado de São Paulo (Sincoesp) informou que as 9.300 lotéricas do País, (2.300 instaladas em São Paulo), empregam em média quatro funcionários cada.

 

Os sindicalistas denunciam ocorrência de doenças ocupacionais por falta de condições de trabalho e falta de segurança desde que as lotéricas incorporaram serviços bancários, o que implicou aumento do trabalho em até 50%. Pedem vale-alimentação de R$ 176 mensais, folga aos domingos e cumprimento de acordos coletivos.

 

Os manifestantes afirmam que são obrigados a fazer serviço em locais impróprios, sem segurança e com altos riscos de assalto. "As filas saem pelas ruas por falta de espaço", disse Melo. Segundo ele, os patrões argumentam que não recebem reajuste no repasse da Caixa Econômica Federal, responsável pela concessão das lotéricas, há dois anos.

 

O presidente da Feaac comentou, porém, que a categoria está satisfeita com o índice de reajuste salarial proposto pelos patrões este ano, em maio, de 8% para o piso menor e 6% para o maior. Para o presidente do Sincoesp, Luiz Carlos Peralta, a manifestação é política e regionalizada. "Já fechamos acordos com 60% dos sindicatos do Estado de São Paulo", alegou. Peralta afirmou que, nesses casos, os patrões vão dar reajustes superiores aos pisos mais baixos, até que estejam equiparados. Disse que o vale-alimentação está sendo discutido na Justiça e o Sincoesp aguarda decisão do Tribunal Superior do Trabalho TST.

 

Segundo Peralta, a Caixa não reajusta tarifas, que variam de R$ 0,10 a R$ 1 por transação, desde 2001. Ele acrescentou que os valores das apostas são os mesmos desde 1994, com exceção da Mega-Sena, que teve reajuste de 50%. Disse ainda que as lotéricas estão trocando mobiliário e máquinas para "quase zerar" o problema de doenças ocupacionais.

 

A Caixa Econômica Federal de Campinas disse ontem que não iria se manifestar.