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Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio de Americana e Região

 
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PASSO A PASSO AS NEGOCIAÇÕES COM O SESCON

 

Informamos aos trabalhadores o “passo a passo” das negociações coletivas feitas com o SESCON, sindicato que diz representar as Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e Empresas de Serviços Contábeis.

Em dezembro de 2004 fizemos uma reunião com representantes patronais na sede de nossa Federação, uma vez que o sindicato patronal está instalado na cidade de São Paulo. Ali foram iniciadas as negociações.

 

Como representante dos empregados apresentamos as reivindicações. Frisamos que para o ano de 2005 teríamos como bandeira de luta o vale alimentação ou o ticket refeição, pois, esta era uma reivindicação antiga dos trabalhadores da categoria de Assessoramento e Contabilidade. Já prevíamos uma inflação baixa para o ano, o que não representaria um aumento significativo nos salários dos empregados. Portanto, o patronal sabia de nosso pleito desde o final do ano passado.


Voltamos a nos reunir no mês de janeiro deste ano. Novamente colocamos na mesa de negociação os pontos primordiais para os trabalhadores. No dia 1º de junho, 60 dias antes da data base, protocolamos a pauta de reivindicação no SESCON e ficamos no aguardo de que fôssemos chamados para discutir a pauta.


Para a nossa surpresa não fomos chamados. Enquanto isso vimos o sr. Antonio Maragon, o presidente do SESCON, participando de todos eventos que se realizavam na cidade de São Paulo; até recebendo os trabalhadores da Receita Federal, que estavam em greve por reajuste de salários. Mas para tratar de negociações com os trabalhadores de contabilidade ele não tinha tempo em sua agenda.
Só então, no final de agosto, é que aconteceu uma reunião com os representantes patronais e, é bom que se saiba, apenas com o representante da área de Empresas Contábeis, sem a presença de nenhum empresário da área de Assessoramento, que eles dizem representar mas que nunca se sentam à mesa para negociar. Vivem se escondendo atrás das Empresas de Contabilidade falidas. Estes são os representantes da comissão de negociação coletiva que existe neste sindicato denominado SESCON.


Nesta única vez que negociamos nos foi oferecido o INPC acumulado nos últimos 12 meses e um vale alimentação de R$ 40,00. Não concordamos com a proposta e ficamos de nos reunir. Passados alguns dias, enviamos uma nova proposta de INPC e um vale alimentação de, no mínimo, R$ 120,00.


Depois de 20 dias recebemos por meio do departamento jurídico do SESCON a negativa à nossa proposta e, desta vez, fomos informados de que até o vale alimentação de R$ 40,00 não seria mais concedido. O que tinham a oferecer seria 5,9% de reajuste nos salários e pisos para Contabilidade de R$ 460,00 e para Assessoramento de R$ 500,00.


Novamente não aceitamos esta proposta e marcamos mesa redonda para o dia 5 de setembro, na Delegacia Regional do Trabalho. Lá não foi feita nenhuma nova proposta. Os patrões disseram não reconhecer a Delegacia Regional do Trabalho como órgão mediador de negociações coletivas e propuseram a continuidade da conversa no dia 13 de setembro, para que tentássemos chegar a um entendimento.


No mesmo dia 5 mandamos um ofício ao sr. Antonio Maragon, aceitando a reunião, mas que seria necessário o envio de uma proposta dos patrões, por escrito, antes do dia 13 para que pudéssemos analisa-la antes da reunião. Fomos totalmente ignorados e nenhuma resposta nos foi enviada. Apenas no dia 13, pela manhã, a reunião foi confirmada.


 Para que não se dissesse que os representantes dos empregados haviam encerrado as negociações fomos à reunião e, desta vez, na sede do SESCON. Foi grande nossa indignação ao sermos recebidos apenas pelo Jurídico; um tal de dr. Sérgio Snifer e dra. Luciana, sendo que esta nem abriu a boca. Dois contadores também participaram, um chamado Fábio, que também não falou uma palavra e outro de nome Valdemar. Este último falou pouco para dizer que os trabalhadores de contabilidade não têm qualificação. Disse também que se concedessem o reajuste que estamos pleiteando teriam problemas políticos internos na entidade. Assim deixaram claro que o importante para eles é estar bem politicamente com seus filiados e que a prioridade não é atender aos reclamos dos trabalhadores.


Quem realmente deu as cartas foi o dr. Sérgio Snifer, que claramente demonstrou interesse para que o Acordo vá ao Tribunal, pois, enquanto está no Tribunal ele está faturando. Este senhor nos fez uma proposta ainda mais indecente, na qual sequer nos concedeu o INPC. Ofereceu apenas 5,3% para as cláusulas econômicas, sem alteração nas cláusulas sociais. Desta forma, retirou até a miserável proposta que nos haviam feito no princípio.


O sr. Antonio Maragon, presidente da entidade, sequer apareceu para falar com os representantes dos trabalhadores. Estava numa sala ao lado cuidando de outros interesses. Ele deu a verdadeira prova de que realmente não tem nenhum interesse em discutir as reivindicações dos trabalhadores. Então não nos resta um outro caminho a não ser a Justiça. Ingressaremos com o Dissídio Coletivo, uma vez que os representantes do SESCON não têm competência e nem vontade para resolver este impasse
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set/05