
PARA QUE SEJAMOS OUVIDAS!

Esta
é a semana de comemoração do Dia Internacional da Mulher 2008, assim como nos
anos anteriores é um momento para reflexão sobre o que é ser mulher e qual o seu
papel no mundo atual.
Segundo uma das mais conhecidas feministas da história, Simone de Beauvoir, “NÃO
SE NASCE MULHER, TORNA-SE MULHER”. Por um processo histórico-cultural
apreendemos qual o nosso lugar no mundo e, com muita luta e resistência,
ampliamos a nossa importância para muito além do que nos é concedido.
É
óbvio que esse processo não acontece de forma pacífica. A luta é diária e cada
conquista, no nosso caso, é traduzida como melhora na vida das mulheres
trabalhadoras.
Nós
que participamos do movimento sindical, que por vocação busca ampliar direitos,
sentimos a necessidade de inserir a questão da mulher nesta luta, que se faz
cada dia mais visível.
Então neste ano, além de ganhar rosas e parabéns no dia 8 de março, ou até mesmo
ouvir mensagens de otimismo que muitas vezes nos sensibilizam, nos deixando os
sentidos à flor da pele, vamos também voltar nossos olhares para a necessidade
de concentração em uma relação vital: mulher e trabalho.
A
Secretaria de Assuntos da Mulher, Criança e Adolescente da FEAAC - órgão
dirigido por Helena Ribeiro da Silva, presidenta do SEAAC, que representa as
mulheres empregadas de agentes autônomos neste ano incluirá cláusulas de gênero
nas negociações coletivas; além de continuar um trabalho de conscientização para
a não-aceitação da violência contra a mulher em todos os níveis, tanto no
trabalho como na vida familiar.
Para isso necessitamos da sua colaboração: ”escreva sua história com a
violência”.
Por
quê?
"Todas somos uma só.
Temos um só nome em muitos nomes.
Temos a mesma diferente história, escondida atrás de uma história comum. Temos o
mesmo papel ainda que dividido e ampliado em muitos outros papéis, que
socialmente nos cobram para representar.
Muitas vezes não somos as produtoras de nossas vidas, atuamos em outras posições
na elaboração do “nosso script”. Mas sem dúvida temos o que contar e gostamos de
CONTAR E SONHAR E RECRIAR AS NOSSAS PRÓPRIAS VIDAS.
Embora muitas vezes sejamos protagonistas de cenas profundamente indesejáveis,
de agressões insuportáveis e difíceis de superar que nos impedem de desenvolver
em nós todas as possibilidades...ou mesmo que ainda não protagonizemos uma
violência. Mas, mesmo assim, conhecemos e ouvimos algumas destas histórias, e
por fazermos parte do mundo elas se tornam a nossa.
Então sejamos ouvidas através de muitas histórias anônimas, da nossa história
com nome e sobrenome, que contada inúmeras vezes, recontada e ampliada nesse
particular anonimato, sirva de exemplo e de possibilidade de superação.
Participe, nos escreva:
e-mail:mulher@feaac.org.br ou sociologia@seaacamericana.org.br