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Helena Ribeiro da Silva - em defesa da mulher trabalhadora
São cerca de 10
mil os trabalhadores das categorias EAA de várias cidades da região de
Americana, um dos municípios do país mais castigados pela globalização. Eles
estão sob a liderança sindical de Helena Ribeiro da Silva, a presidenta do SEAAC
de Americana e Região.
Uma das fundadoras
da entidade, sua atuação tem como marca registrada a luta pela união dos
trabalhadores e contra a discriminação da mulher, mesmo numa conjuntura difícil
como a atual em que a avalanche de competitividade tenta esmagar os mais nobres
sentimentos humanos.
Nascida na cidade
paulista de São João do Pau D’Alho, em 8 de dezembro de 1957, filha de Anália
Ramalho e de Antonio Ribeiro da Silva. Tem duas filhas. É dirigente sindical
desde 1991. Concluiu o 2º Grau em Americana. Iniciou vida profissional em 1976,
trabalhando em escritório de contabilidade. É de família com 14 irmãos.
A cidade de
Americana ficou conhecida pela produção têxtil. Suas fábricas estiveram durante
muito tempo à beira da falência, com derrubada das barreiras comerciais, no
início da década de 90. Essa situação está superada com a modernização de seu
parque industrial. Mas na região de Americana e, em todo País, persistem as
conseqüências de uma economia dominada pelos países ricos. Naturalmente os
trabalhadores são os mais afetados. Os altos índices de desemprego dificultam a
ação sindical, além de agravar os inúmeros problemas sociais.
Sentindo
necessidade de um Sindicato mais próximo da categoria, Helena funda, com a
colaboração dos companheiros(as), o Seaac - Sindicato dos Empregados de Agentes
Autônomos do Comércio e de Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e
Pesquisas e de Empresas de Serviços Contábeis de Americana e Região, marcando
sua entrada no sindicalismo, em prol da dignidade da classe trabalhadora. Assume
a presidência entre 1991 a 1996. Desenvolve intenso trabalho pelo registro em
Carteira e o piso da categoria, pois a grande maioria dos trabalhadores (as)
eram registrada com salário mínimo. Sua atuação tem como marca registrada a luta
pela união dos trabalhadores e contra a discriminação da mulher.
Em 1994 elege-se
2ª Tesoureira na Feaac - Federação dos Empregados de Agentes Autônomos do
Comércio do Estado de São Paulo. Começa a solicitar debates sobre questões
femininas, pois 60% da categoria é constituída mulheres. Em 1996, aconteceu o I
Encontro Estadual da Mulher Trabalhadora E.A.A. Com apoio do presidente da
Federação, Lourival Figueiredo Melo, cria a Secretaria da Mulher. À frente da
pasta pode crescer no movimento sindical e também levar as companheiras a
eventos sobre questões como desigualdade salarial, assédio sexual, violência e
outros.
Em 1996, foi
reeleita presidente do SEAAC de Americana e região. Começa a negociar por
empresa. Hoje é grande o número de acordos, sem precisar aguardar as Convenções
Coletivas, que são mais genéricas. Paralelamente, batalhou para que os
patrulheiros mirins fossem registrados em Carteira, contando com apoio de
Procuradores do Estado. Hoje, o número de patrulheiros sem registro é pequeno.
Em 1997, foi
eleita 1ª Tesoureira da Feaac. Atuou nessa função administrativa sem perder de
vista o que considerava prioridade: fazer com que as mulheres tivessem voz e
voto nos Sindicatos e na Federação e em outros segmentos da sociedade.
Em 1998, promove o
II Encontro Estadual da Mulher Trabalhadora E.A.A., e em 2000, realiza o III
Encontro, discutindo assuntos de fundamental importância na vida das
trabalhadoras. O sucesso foi total, ensejando o surgimento de novas lideranças
que assumiram a presidência dos Sindicatos de Campinas e Jundiaí. Hoje, os
Sindicatos da categoria têm praticamente 50% de mulheres nas direções.
Em 2000, a
Federação cria a Secretaria de Assuntos da Mulher, Criança e Adolescente. Helena
entrega o cargo de tesoureira e assume a pasta, onde permanece como diretora.
Participou por meio da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio, em
2000, da Marcha Mundial de Mulheres, junto com companheiras de 150 países.
Representou em Nova Iorque as trabalhadoras do Brasil dos setores do COMÉRCIO E
SERVIÇOS, protestando contra a pobreza e a violência impingida a mulheres de
todo o mundo. Na volta, passou a integrar o Comitê Estadual da Marcha no Estado
de São Paulo, participando dos seminários feitos pela Sempre Viva Organização
Feminina. Também fez seminários pela Marcha, tratando da “Presença da Mulher em
cargos Políticos e Sindicais”; além de outros debates promovidos por intermédio
da Secretaria de Assuntos da Mulher, Criança e Adolescente da Feaac, contando
sempre com as mulheres dos Sindicatos da categoria, levando subsídios às
companheiras para enfrentar o dia-a-dia no trabalho ou em seus lares.
Em 2001, nas
eleições no Seaac de Americana e Região, Helena é reeleita por 85% dos votos,
passando a centrar sua gestão na conscientização da categoria, no sentido da
efetiva participação na vida do Sindicato, dentro da idéia de que, além de
conhecer seus direitos, precisam exercer a cidadania em toda sua plenitude.
Em 2002, como
presidenta do Sindicato, coordenou o Comitê Municipal contra a Alca, fez
debates, foi a escolas, faculdades e outras entidades da cidade e região,
coordenando o plebiscito, levando os votos até Brasília para apreciação das
autoridades competentes. Também em 2002 participou em Brasília de curso na CNTI,
no qual adquiriu mais conhecimento em formação Sindical, o que lhe dá base para
elaborar um projeto destinado à Federação por meio de sua Secretaria, na busca
de novas lideranças femininas. O evento aconteceu em janeiro de 2004.
Em 2003 participou
do III Fórum Social Mundial, pela Marcha Mundial de Mulheres. A pedido da
Comissão de Negociação da Feaac, passa a coordenar as Negociações Coletivas
estaduais, do seu setor, tendo oportunidade de aprender mais sobre a arte de
negociar. No mesmo ano, recebeu da FORÇA SINDICAL convite para Seminário da OIT
- Organização Internacional do Trabalho, na qual abordou a questão de gênero nas
negociações coletivas, nos países do Mercosul.
Em
2005 foi convidada pela Secretaria Nacional da Mulher da Força Sindical, Neuza
Barbosa de Lima, a integrar o Conselho Nacional de Direito da Mulher, do qual
participa com o maior orgulho e grande disposição de contribuir. Uma vez estando
filiada à central, foi eleita em 8 de março de 2005, para dirigir a Secretaria
Estadual da Mulher da Força Sindical, cargo que assumiu com o maior carinho,
dando o máximo de si para corresponder às expectativas das companheiras e companheiros que trabalharam
no intuito de elegê-la.
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